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Testes Disponíveis
Tratamento cirúrgico da conexão anômala parcial das veias pulmonares em veia cava superior Objetivo: O tratamento cirúrgico da conexão anômala das veias pulmonares em veia cava superior, associada ao defeito septal atrial tipo seio venoso, é bem estabelecido e transcorre com baixa mortalidade e morbidade. Com a finalidade de diminuir a incidência de estenose ou oclusão da veia cava superior direita, especialmente quando associada à presença de veia cava superior esquerda, o apêndice atrial direito foi utilizado para ampliar a veia cava superior direita, após o desvio das veias pulmonares para o átrio esquerdo. Métodos: No período entre junho de 1986 e setembro de 2008, foram operados 95 pacientes, consecutivos, portadores desta anomalia com drenagem em veia cava superior direita e porção alta do átrio direito. A idade variou de 6 meses a 68 anos e o sexo feminino predominou com 50 casos. Resultado: No material apresentado, não ocorreu nenhum óbito na fase de pós-operatório imediato ou tardio. O ritmo cardíaco permaneceu sempre sinusal e não ocorreram complicações na evolução. Conclusão: O presente trabalho demonstra a aplicabilidade da técnica descrita, com resultados favoráveis em relação a mortalidade, distúrbios de ritmo e complicações na região da veia cava superior direita.
Importância da fisioterapia no pré e pós-operatório de cirurgia cardíaca pediátrica Complicações no pós-operatório de cirurgia cardíaca pediátrica são freqüentes, destacando-se a atelectasia e a pneumonia. A fisioterapia contribui significativamente no tratamento destas complicações. Desta forma, este estudo buscou agrupar e atualizar os conhecimentos da atuação fisioterapêutica no pré-operatório e nas complicações pulmonares do pós-operatório de cirurgia cardíaca pediátrica. Observou-se a eficácia do tratamento fisioterapêutico por meio de diferentes técnicas específicas e a necessidade do desenvolvimento de novas pesquisas.
Importância da troponina I no diagnóstico do infarto do miocárdio no pós-operatório de cirurgia de revascularização Objetivo: Estabelecer um valor de corte para a troponina I, correlacionando-a com a ocorrência de infarto do miocárdio pós-cirúrgico (IAMPC). Métodos: Foram incluídos 180 pacientes consecutivos portadores de coronariopatia obstrutiva com indicação cirúrgica. A idade média dos pacientes foi de 60,6 + 9,3 anos, sendo 119 (66,1%) do sexo masculino e 61 (33,9%), do feminino. Os pacientes foram divididos em dois grupos: grupo sem infarto (A) - 170 pacientes - e infartado (B) - 10 pacientes. Foram coletados de cada um troponina I, ao momento da indução anestésica e ao segundo dia do pós-operatório, e correlacionada com a presença ou não de IAMPC. A análise estatística foi feita com a ajuda do programa StatsDirect 1.6.0 para Windows. Resultados: A troponina I pré-operatória apresentou uma média de 1,0 + 6 ng/ml. A regressão logística univariada mostrou correlação da troponina I do segundo dia de pós-operatório com IAMPC com P=0,0005. A curva ROC determinou um valor de corte de 6,1 ng/ml, sensibilidade = 90,0% e especificidade = 82,1%, OR = 49,8 (IC 95% 6,1-410,4) com P<0,0001. Conclusão: A chance de um paciente com infarto pós-operatório apresentar troponina igual ou superior a 6,1 ng/ml é 49,8 vezes maior do que a de um paciente que não infartou apresentar troponina acima desse nível.
Dominância coronariana em corações humanos em moldes por corrosão Objetivo: Esse trabalho tem como objetivo analisar os padrões de dominância circulatória de corações humanos, o número de ramos que a artéria coronária direita fornece ao ventrículo esquerdo, o número de ramos que a artéria coronária esquerda fornece ao direito e a presença de anastomoses intercoronarianas, com sua localização e frequência. Métodos: Foram produzidos 25 moldes de corações submetidos à instilação de acrílico colorido e posterior corrosão com ácido clorídrico, no Laboratório de Cirurgia Experimental da FURB. Peças com lesões e cicatrizes não foram usadas
Resultados da implementação de modelo organizacional de um serviço de cirurgia cardiovascular Objetivo: A crescente complexidade de pacientes encaminhados a cirurgia cardíaca exige maior eficiência dos serviços que prestam assistência, no sentido de manter a mesma qualidade. O objetivo é examinar o impacto, em curto prazo, da adoção de um modelo organizacional nos resultados cirúrgicos. Métodos: No período entre janeiro de 2006 a junho de 2007, 367 pacientes adultos consecutivos foram submetidos à cirurgia cardiovascular. Os dados pré, intra e pós-operatórios foram colhidos prospectivamente e armazenados em um banco de dados institucional. Modelo organizacional foi implementado em agosto de 2006 e se baseou em trabalho multiprofissional integrado centralizado no paciente, medicina baseada em evidências com condutas padronizadas e resolução de conflitos interpessoais. Os desfechos estudados foram mortalidade hospitalar e eventos combinados (óbito, acidente vascular cerebral, infarto agudo do miocárdio e insuficiência renal aguda), por meio de regressão logística multivariada. Resultados: Após a adoção do modelo, houve redução da mortalidade hospitalar (de 12% para 3,6%, risco relativo= 0,3; P=0,003) e de eventos combinados (de 22% para 15%, risco relativo= 0,68; P=0,11). Operações realizadas anteriormente à implementação do modelo estiveram associadas independentemente com maior mortalidade (OR=2,5; P=0,04), ajustada para características pré-operatórias e complexidade pelo EuroSCORE. Outros preditores de mortalidade foram idade > 65 anos (OR=6,36; IC95% 2,57 - 17,21; P<0,0001) e o tempo de circulação extracorpórea > 145 minutos (OR=8,57; IC95% 3,55 - 21,99; P<0,0001). Conclusão: A rápida melhora dos resultados cirúrgicos depende da composição de serviços de cirurgia cardíaca embasados em modelos organizacionais semelhantes ao proposto.
Comportamento da dor e da função pulmonar em pacientes submetidos à cirurgia cardíaca via esternotomia Objetivo: Avaliar o comportamento da função pulmonar e da dor em pacientes adultos submetidos à cirurgia cardíaca por esternotomia. Além de verificar possíveis correlações e comparações dessas variáveis com as características do procedimento cirúrgico e o tempo de internação hospitalar. Métodos: Foi realizado estudo de coorte composto de 70 indivíduos, nos quais foi avaliada a função pulmonar pré-operatória por espirometria e inspirometria de incentivo. Os pacientes foram acompanhados no pós-operatório, por meio de protocolo com informações da cirurgia, função pulmonar e um protocolo de avaliação álgica (escala análoga visual e desenho do corpo humano). Resultados: Os valores de função pulmonar do período pós-operatório apresentaram diminuição significativa em relação ao pré-operatório (P<0,01). A dor localizou-se na região da esternotomia, persistindo até o 5º dia de pós-operatório. Houve correlação da dor com os parâmetros de função pulmonar (volume expiratório forçado no 1° segundo - percentual r=-0,271 e P<0,047; pico de fluxo expiratório r=-0,357 e P<0,008; volume inspiratório máximo r=-0,293 e P<0,032). Não se observou correlação significativa da dor com outras variáveis. Conclusão: Observou-se prejuízo significativo da função pulmonar, não se restabelecendo completamente até o 5º dia de pós-operatório. A dor foi uma queixa que persistiu durante todo o período do estudo. Os parâmetros de função pulmonar apresentaram relação significativa com a dor. Não houve correlação entre dor e as características dos indivíduos, do procedimento cirúrgico e tempo de internação hospitalar.
Cirurgia da insuficiência mitral no tratamento da insuficiência cardíaca avançada A cardiomiopatia dilatada caracteriza-se por disfunção miocárdica grave, progressiva e, quase sempre, irreversível. Essa síndrome cursa com remodelamento cardíaco e, em especial, por aumento do volume e da esfericidade do ventrículo esquerdo com dilatação do anel mitral. Como consequência ocorre deslocamento lateral dos músculos papilares, estiramento das cordas tendíneas e consequente restrição da excursão sistólica dos folhetos mitrais. Esse conjunto de alterações biomecânicas causa insuficiência mitral funcional, um indicador de mau prognóstico. A plastia ou a troca da valva mitral foram introduzidas como alternativas cirúrgicas coadjuvantes ao tratamento clínico convencional e têm se mostrado eficazes em combater os sintomas de insuficiência cardíaca. Resta, todavia, demonstrar, seu benefício sobre o aumento da sobrevida em longo prazo.
O novo Qualis, que não tem nada a ver com a ciência do Brasil. Carta aberta ao presidente da CAPES Professor Doutor Jorge Guimarães
DD Presidente, CAPES
São Paulo, 2 de agosto de 2009.
Meu caro Jorge,
Você já viu, não é, o Novo Qualis está dando pano pra mangas! Até rendeu excelente matéria em ?O Estado de São Paulo? sob o sugestivo título Ranking coloca revistas científicas brasileiras em ?risco de extinção? [1].
Noções básicas de variabilidade da frequência cardíaca e sua aplicabilidade clínica O sistema nervoso autônomo (SNA) desempenha um papel importante na regulação dos processos fisiológicos do organismo humano tanto em condições normais quanto patológicas. Dentre as técnicas utilizadas para sua avaliação, a variabilidade da frequência cardíaca (VFC) tem emergido como uma medida simples e não-invasiva dos impulsos autonômicos, representando um dos mais promissores marcadores quantitativos do balanço autonômico. A VFC descreve as oscilações no intervalo entre batimentos cardíacos consecutivos (intervalos R-R), assim como oscilações entre frequências cardíacas instantâneas consecutivas. Trata-se de uma medida que pode ser utilizada para avaliar a modulação do SNA sob condições fisiológicas, tais como em situações de vigília e sono, diferentes posições do corpo, treinamento físico, e também em condições patológicas. Mudanças nos padrões da VFC fornecem um indicador sensível e antecipado de comprometimentos na saúde. Uma alta variabilidade na frequência cardíaca é sinal de boa adaptação, caracterizando um indivíduo saudável, com mecanismos autonômicos eficientes, enquanto que, baixa variabilidade é frequentemente um indicador de adaptação anormal e insuficiente do SNA, implicando a presença de mau funcionamento fisiológico no indivíduo. Diante da sua importância como um marcador que reflete a atividade do SNA sobre o nódulo sinusal e como uma ferramenta clínica para avaliar e identificar comprometimentos na saúde, este artigo revisa aspectos conceituais da VFC, dispositivos de mensuração, métodos de filtragem, índices utilizados para análise da VFC, limitações de utilização e aplicações clínicas da VFC.
Methylene blue for vasoplegic syndrome treatment in heart surgery. Fifteen years of questions, answers, doubts and certainties/Azul de metileno no tratamento da síndrome vasoplégica em cirurgia cardíaca. Quinze anos de perguntas, respostas, dúvidas e certezas Abstract:
Objective: There is strong evidence that methylene blue (MB), an inhibitor of guanylate cyclase, is an excellent therapeutic option for vasoplegic syndrome (VS) treatment in heart surgery. The aim of this article is to review the MB?s therapeutic function in the vasoplegic syndrome treatment. Methods: Fifteen years of literature review. Results: 1) Heparin and ACE inhibitors are risk factors; 2) In the recommended doses it is safe (the lethal dose is 40 mg/ kg); 3) The use of MB does not cause endothelial dysfunction; 4) The MB effect appears in cases of nitric oxide (NO) upregulation; 5) MB is not a vasoconstrictor, by blocking of the GMPc system it releases the AMPc system, facilitating the norepinephrine vasoconstrictor effect; 6) The most used dosage is 2 mg/kg as IV bolus followed by the same continuous infusion because plasmatic concentrations strongly decays in the first 40 minutes; 7) There is a possible ?window of opportunity? for the MB?s effectiveness. Conclusions: Although there are no definitive multicentric studies, the MB used to treat heart surgery VS, at the present time, is the best, safest and cheapest option, being a Brazilian contribution for the heart surgery.
Prevalência e fatores de risco para insuficiência renal aguda no
pós-operatório de revascularização do miocárdio Objetivo: Determinar a prevalência, fatores predisponentes e o desfecho clínico dos pacientes submetidos a cirurgia de revascularização do miocárdio que apresentaram insuficiência renal aguda (IRA). Métodos: Estudo do tipo coorte prospectivo, a partir dos prontuários de 186 indivíduos submetidos a cirurgia, no período de janeiro de 2003 a junho de 2006. As informações foram inseridas em um banco de dados e analisadas pelo software STATA 9.0. Resultados: A prevalência de IRA foi 30,6% (57/186), sendo que 7% (4/57) necessitaram de diálise. A idade média dos pacientes que evoluíram com IRA e sem IRA foi 62,8 ± 9,4 anos e de 61,3 ± 8,8 anos, respectivamente (P=NS). Na análise univariada, estiveram relaciona dos com IRA: tempo de CEC > 115 min (P=0,011) e tempo de pinçamento da aorta > 85 min (P=0,044). No pós-operatório, a necessidade de balão intra-aórtico (P=0,049), tempo de ventilação mecânica > 24h (P=0,006), permanência da UTI > três dias (P<0,0001), bradicardia (P=0,002), hipotensão (P=0,045), arritmia (P=0,005) e uso de inotrópicos (P= 0,0001) foram superiores no grupo com IRA. Na análise multivariada, apenas tempo de internação na UTI > três dias apresentou correlação com IRA (P = 0,018). A taxa de mortalidade nos pacientes com e sem IRA foi 8,8% (cinco casos) e 0,8% (um caso), respectivamente (P=0,016), atingindo 50% (2/4) entre os que necessitaram de diálise. Conclusão: A IRA foi uma complicação pós-operatória frequente e grave associada à maior mortalidade e permanência na UTI, cujos fatores de risco observados foram: tempo prolongado de CEC e anoxia, ventilação mecânica > 24h e instabilidade hemodinâmica.
Operação de Fontan: uma técnica em evolução Resumo:
Objetivo: Estudos recentes de fluxo com modelos experimentais de anastomoses cavopulmonares totais (ACPTs) baseados em ressonância magnética e angiografia demonstram que este é um procedimento bem estabelecido para o tratamento de várias cardiopatias, mas o melhor arranjo espacial continua controverso. Nosso intuito é apresentar os resultados imediatos com três diferentes técnicas de ACPTs. strong>Métodos: Ensaio clínico de ACPTs realizadas no período de janeiro de 2005 a julho de 2008 com 40 pacientes, com idade média de 6,4 ± 3,2 anos, com Glenn prévio. Os pacientes foram divididos em três grupos, dependendo da técnica cirúrgica empregada: Grupo 1 (G1) - túnel lateral; Grupo 2 (G2) - conduto extracardíaco; Grupo 3 (G3) - conduto intracardíaco dirigido para o ramo esquerdo de artéria pulmonar, todos com fenestração. Foram avaliadas variáveis pré e pós-operatórias. Resultados: Foram incluídos 11 pacientes no G1, 10 no G2 e 19 no G3. As variáveis pré-operatórias foram semelhantes nos três grupos (P>0,05). A mortalidade foi maior nos Grupos 1 e 2 (9,1% e 10,0%, respectivamente), comparadas ao Grupo 3 (zero), porém sem significância estatística (P=0,3841). Efusão pleural foi ausente no Grupo 3, diferença significativa (P=0,0128) em relação aos outros grupos (40,0% e 33,3%). A mediana do tempo de hospitalização pós-operatória foi menor no Grupo 3 (8 dias), em relação aos grupos 1 e 2 (18 e 13 dias, respectivamente) (P=0,0164). Conclusão: A técnica de conduto intracardíaco foi associada a menor morbidade pós-operatória, sendo a opção atual do nosso serviço na anastomose cavopulmonar total.
Remodelamento reverso cirúrgico do ventrículo esquerdo: seguimento de 111 meses Objetivo: Apresentar a experiência do Instituto de Cirurgia Cardiovascular do Oeste do Paraná (ICCOP) com o tratamento de aneurismas de ventrículo esquerdo, com a técnica de endoventriculoplastia com exclusão septal (EVES), imediata e o seguimento por 111 meses. Métodos: No período de abril de 1999 a 2006, 28 pacientes foram submetidos a EVES, pelo autor. Foram analisadas, retrospectivamente, variáveis clínicas e ecocardiográficas pré, trans e pós-operatórias tardias. A idade média era de 59,0 ± 9,5 anos, sendo 23 pacientes do sexo masculino. Dezessete pacientes estavam em classe funcional IV e o EuroScore médio foi 8,2 ± 2,3. Os valores pré-operatórios de fração de ejeção, volumes sistólico e diastólico finais do ventrículo esquerdo foram, respectivamente, 32,3 ± 9,2%, 113,9 ± 36,0 ml e 179,2 ± 48,4 ml. Foi aplicada a versão brasileira do questionário de qualidade de vida SF36 no pós-operatório tardio. Resultados: A mortalidade imediata foi de quatro pacientes por síndrome de baixo débito e arritmia. O tempo médio de seguimento pós-operatório foi 5,6 ± 3,2 anos. A fração de ejeção de ventrículo esquerdo foi fator significativo na mortalidade imediata (P=0,0222) e o tempo de parada cardíaca anóxica na tardia (P=0,0123). A análise atuarial de sobrevivência demonstrou uma sobrevida de 82,1 ± 7,2%, e 54,7 ± 22,9%, respectivamente, antes e depois de 107 meses, de seguimento. Conclusões: A cirurgia da EVES é efetiva no tratamento desse grupo de pacientes, com melhora da função ventricular esquerda (de 32,3 para 46,4%) e da qualidade de vida dos pacientes.
Fatores de risco para lesão renal aguda após
cirurgia cardíaca Resumo
Objetivo: Identificar fatores de risco associados à lesão
renal aguda em pacientes com níveis séricos normais de
creatinina sérica que foram submetidos à revascularização
cirúrgica do miocárdio e/ou cirurgia valvar.
Métodos: Os dados de uma coorte de 769 pacientes foram
analisados utilizando análise bivariável e regressão logística
binária.
Resultados: Trezentos e oitenta e um pacientes foram
submetidos à revascularização isolada, 339 a cirurgia valvar
e 49 a ambas. Quarenta e seis por cento dos pacientes eram
do sexo feminino e a idade média foi 57 ± 14 anos. Setenta e
oito (10%) pacientes apresentavam disfunção renal no pósoperatório,
23% destes necessitaram hemodiálise. A
mortalidade geral foi 10%. A mortalidade para pacientes
com disfunção renal pós-operatória foi de 40% (versus 7%, P
<0,001), 29% para aqueles que não precisam diálise e 67%
para aqueles que necessitaram de diálise (P = 0,004). Os
fatores de risco independentes identificados foram: idade (P
<0,000, OR: 1,056), insuficiência cardíaca congestiva (P =
0,091, OR: 2,238), DPOC (P = 0,003, OR: 4,111), endocardite
(P = 0,001, OR: 12,140, infarto do miocárdio < 30 dias (P =
0,015, OR: 4,205), cirurgia valvar (P = 0,016, OR: 2,137),
tempo de circulação extracorpórea > 120 minutos (P = 0,001,
OR: 7,040), doença arterial periférica (P = 0,107, 2,296).
Conclusão: A disfunção renal foi a disfunção orgânica
pós-operatória mais frequente em pacientes submetidos à
revascularização do miocárdio e/ou cirurgia valvar e idade,
presença de insuficiência cardíaca, DPOC, endocardite,
infarto do miocárdio < 30 dias, doença arterial periférica,
cirurgia valvar e tempo de circulação extracorpórea > 120
minutos foram os fatores de risco independentemente
associados à lesão renal aguda.
Descritores: Procedimentos cirúrgicos cardiovasculares.
Falência renal aguda. Fatores de Risco.
Valva aórtica bicúspide: fundamentos teóricos e clínicos para substituição simultânea da aorta ascendente A valva aórtica bicúspide (VAB) está associada à ectasia ânulo-aórtica, aneurisma e dissecção da aorta ascendente. A alta incidência desta malformação congênita e doença da aorta sugere íntima relação entre os fenômenos. Anormalidades ocorrendo em diferentes fases da migração das células da crista neural podem ser responsáveis pela ocorrência em anormalidades na valva aórtica, na camada média da aorta ascendente e nos vasos do arco aórtico. Estudos prévios revelam que mesmo indivíduos com VAB normal ou com disfunção leve podem apresentar dilatação da raiz aórtica. Os autores acreditam que somente as alterações hemodinâmicas produzidas por uma VAB sem estenose ou insuficiência parecem ser insuficientes para as graves complicações vasculares observadas nos portadores de VAB. Vários mecanismos têm sido propostos para explicar os achados moleculares e histológicos desta doença. Encontramos a redução da fibrilina-1 na aorta ascendente e artéria pulmonar como possível causa. Histologicamente, a aorta ascendente pode apresentar necrose cística da média e fragmentação elástica, semelhante àquela encontrada em portadores de síndrome de Marfan. Vários autores atualmente recomendam que em se operando um paciente com VAB, especialmente aqueles com insuficiência aórtica, mesmo na presença de uma discreta dilatação (45 mm) deve-se substituir a valva aórtica e a aorta ascendente concomitantemente quando a expectativa de vida exceder 10 anos, para se prevenir futuros aneurismas ou rupturas. |
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