Você acha que os cardiologistas clínicos com formação em estimulação cardíaca artificial estão devidamente habilitados a realizar procedimentos cirúrgicos de implante de marcapassos?


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Nome: Sérgio Francisco S. Jr.

Qual é o objetivo final deste tópico. Muito bom para movimentar o pessoal, mas deveria ter sido feito há muitos anos...
A prepotência do Cirurgião o fez perder o trem da história, e esse é mais um exemplo. Foi assim com a hemodinâmica, com marcapassos e agora com a endovascular.
Espero que nós não subamos neste falso altar e tentemos lutar pelo que possa surgir para ser nosso pois essas causas aqui são passado e no máximo temos que CONVIVER e não choramingar o leite há muuuuuito tempo derramado.

História breve:
1986 fundação do DECA (cirurgiões)
1988, rapidamente fundado o DAEC - Departamento de Arritmias, Eletrofisiologia e Estimulação Cardíaca da SOBRAC/SBC (Sociedade Brasileira de Arritmia Cardiaca), em 1989 reconhecido e incorporado à SBC e com sede na SOCESP.
PASMEM, a regulamentação dos CDI foi feita pelos clínicos... NÃO SABIAM...? HAHAH.. SAIBAM...
Implante De Cardioversor-Desfibrilador Interno (CDI) - Parecer da Comissão Técnica Designada pelo Departamento de Arritmias e Eletrofisiologia Clínica (DAEC) da Sociedade Brasileira de Cardiologia - DAEC/SBC - 1998. Arq Bras Cardiol 1998; 70 (6): 457-458
REPITO, ABRAMOS OS OLHOS PARA O QUE VEM POR AÍ E CONVIVAMOS SEM CHORAR COM O QUE JÁ FOI PERDIDO.

Sérgio Francisco S. Jr.
Cir. Card. Eq. Noedir Stolf (BP-SP)


Nome: Wilson Botelho Filho

O implante de marcapasso ou de qualquer outro dispositivo de estimulação cardíaca artificial é um procedimento cirúrgico não isento de complicações, tais como pneumo ou hemotórax, perfuração ventricular, infeccção da loja ou extrusão do gerador, dentre outras, e como tal só deveria ser realizado por cirurgiões habilitados para corrigí-las.
O especialista clínico por mais que tenha conhecimento técnico sobre o funcionamento e programação destes dispositivos, não tem formação cirúrgica necessária para corrigir complicações como, por exemplo, uma perfuração ventricular. O que fazer ? Chamar o cirurgião cardiovascular ?
Então nosso trabalho será reduzido a corrigir complicações de outros profissionais não-cirurgiões ? Qual cirurgião bem orientado se arrisca num procedimento do qual não sabe tratar as complicações ? Então por que delegar atividades cirúrgicas à profissionais não-cirurgiões uma vez que estes não podem corrigir suas eventuais complicações ?

Wilson Botelho Filho
Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - FAMERP


Nome: Jose Vitorino de Sales Junior

Nos ultimos anos a grande reivindicação da classe medica, vem sendo o ato médico. Vemos outros profissionais da área de saúde a cada dia invadindo procedimentos e realizando estes procedimentos sem preparo suficiente e o pior de tudo, quando existe uma complicação, somos chamados para corrigi-las. O exercício da medicina consiste que uma vez cumprido com as obrigações da graduação, o médico esta apto para realizar qualquer procedimento médico desde que assuma as responsabilidades do mesmo, porem com o avanço da medicina, técnicas e aparatagem, sabemos que a complexidade cada dia aumenta, tornando imprescindível treinamento para realiza-las, então nada mais justo que o profissional capacitado e treinado deva faze-la. O Cirurgião Cardiovascular deve ser o responsável pelo implante destes dispositivos.

Jose Vitorino de Sales Junior
Hospital das Clínicas - Curitiba - PR



Nome: Jose Cicero Stocco Guilhen

Minha opniao em uma premissa:

           "Nos so devemos praticar procedimentos os quais estamos preparados para resolvermos as eventuais complicaçoes desse procedimento"

          Nao acredito, sem ofensas, que um medico com formaçao clinica possa resolver todas eventuais complicaçoes possiveis."

Jose Cicero Guilhen
UNIFESP - São Paulo - SP



Nome: Roberto Santos Saraiva

os riscos de complicacoes, tanto pos quanto trans-operatorias sao muitas.  é essencial a experiencia cirurgica para resolve-las.

Roberto Santos Saraiva
Santa Casa - Campo Grande - MS


Nome: Florence de Oliveira Assis

COMO A PRÓPRIA ESPECIALIDADE JÁ DIZ, CLÍNICO É CLÍNICO, E SUA FUNÇÃO SE ENCERRA NESTE PONTO.
NÃO CREIO QUE O FATO DE TER FORMAÇÃO EM ESTIMULAÇÃO CARDÍACA ARTIFICIAL OS HABILITA A REALIZAR PROCEDIMENTOS CIRÚGICOS, TAMBÉM COMO A PRÓPRIA PALAVRA DIZ, CIRÚRGICO, ENTÃO QUEM ESTÁ HABILITADO PARA TAL FUNÇÃO É O CIRURGIÃO.

Florence de Oliveira Assis
Hospital Madre Teresa - Belo Horizonte - MG


Nome: Vagner de Campos Silva

O clínico não tem formação para a prática de procedimentos invasivos, passíveis de grandes complicações portando não deveria realizar implantes de dispositivos de estimulação cardíaca artificial e muito menos procedimentos hemodinâmicos.Infelizmene este é mais um campo que estamos perdendo para a cardiologia clínica. Após termos sido excluídos da formação e atuação em hemodinâmica podemos futuramente perder o campo da estimulação cardíaca artificial. O maior absurdo é que a culpa de toda essa mudança em nossa especialidade é do próprio cirurgião cardiovascular que assistiu de braços cruzados os clínicos invadirem e fecharem o espaço da hemodinâmica e mantem o mesmo comportamento passivo diante das atuais mudanças na área de estimulação cardíaca artificial.
Precisamos nos unir para proteger esse área de atuação e também para recuperar os procedimentos hemodinâmicos, provando que quem deve fazer essas intervenções são os cirurgiões que possuem preparação para resolver possíveis complicações.

Vagner de Campos Silva
Hospital das Clínicas da UFMG - Juiz de Fora- MG



 
 
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